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ANGOLA Benguela, Distrito do Benguela, Angola   [-12.578 , 13.407]

   

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Nação (candomblé)
25 de Junho de 2006 - 16:23 @ http://pt.wikipedia.org/wiki/Nação_(candomblé)

A palavra nação é usada no candomblé para distinguir seus seguimentos, diferenciados pelo dialeto utilizado nos rituais, o toque dos atabaques, a liturgia. A nação também indica a procedência dos escravos que lhe deram origem na nova terra e das divindades por eles cultuadas.

As civilizações sudanesas, por exemplo, são representadas pelo grupo iorubá, também conhecido como nagô, por sua vez representado pelas nações:

    • Ketu
    • Efan
    • Ijexá
    • Nagô Egbá
    • Batuque do Rio Grande do Sul
    • Xambá de Pernambuco


O grupo dos daomeanos é representado pelas nações jeje:

    • Fon
    • Ewe
    • Mina
    • Fanti Ashanti
    • e outros menores como krumans, agni, zema, timini.


As civilizações islamizadas são representadas por peuhls, mandinga, haussá e, em menor número, tapa, bornu, gurunsi ou grunci.

As civilizações bantos do grupo angola-congolês são representadas pelos ambundas de Angola (cassangues, bangalas, in-bangalas, dembos), os congos ou cabindas do estuário do Zaira e os benguela com diversas tribos escravizadas.

As civilizações bantu da Contra-Costa são representadas pelos moçambiques (macuas e angicos), tendo sido o grupo [Bantu]] reduzido às nações:

    • Angola
    • Congo
    • Cabinda


No começo do período escravagista, todos os escravos vindos da África eram chamados de negros de Guiné, pois no século XVI a Guiné se estendia de Senegal a Orange. Esses guinés deveriam ser autênticos bantus.

A escravidão dividiu as sociedades africanas em todos os sentidos. O africano, com o fim das linhagens, dos clãs, das aldeias, da realeza, se apegou ainda mais aos seus deuses e ritos, uma vez que foi a única coisa que restou de suas regiões de origem.

Guardiões da cultura oral, os escravos guardaram em sua memória os movimentos de dança, os toques dos atabaques, a comida ritual, as rezas e cânticos, na nova terra chamados de pontos cantados.

O silêncio, o segredo (calundus)e o isolamento armado em quilombos e mocambos são formas de resistência e esperança de reconstituir na nova terra seus ritos, costumes e hierarquia.

A resistência dos negros ao regime de subordinação ou exploração do qual foram vítimas encontram portas abertas na religião, nosquilombos, confrarias e santidades, locais de reuniões assim chamados antes de receberem o nome de candomblés que também foram usados como esconderijo.


Bibliografia

  • BASTIDE, Roger. As Religiões Africanas no Brasil. São Paulo: Edusp, 1971.

Este artigo foi baseado originalmente num outro da Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nação_(candomblé) .
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