Tavira, Distrito de Faro, Portugal [37.117 , -7.65]
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| Homologação (IPPAR) | N/D | |
| Aberto ao público |
O Castelo de Salir localiza-se na povoação e freguesia de Salir, concelho de Loulé, Distrito de Faro, em Portugal.
Erguido na Beira Serra, região de transição entre o Barrocal e a Serra Algarvia, e de ligação entre o Alentejo e o Algarve, encontra-se em ruínas, e atualmente vem sendo objeto de pesquisas arqueológicas, a cargo da Profa. Helena Maria Gomes Catarino.
Índice
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História
Antecedentes
Embora primitiva ocupação humana de seu sítio seja tradicionalmente atribuída aos Celtas, as recentes pesquisas arqueológicas nas ruínas do castelo atestam a sua ocupação muçulmana, remontando a sua edificação ao período da ocupação Almoáda, no século XII. A sua função era a de proteger os camponeses dos ataques cristãos, intensificados após a conquista de Tavira pelos cavaleiros da Ordem de Santiago.
O castelo medieval
Salir (Selir em árabe) é referido, entre os documentos compilados no Portugaliae Monumenta Historica, como o local onde as forças sob o comando do Mestre D. Paio Peres Correia aguardaram a chegada das de D. Afonso III (1248-1279) para, em conjunto, empreenderem a conquista dos últimos focos de resistência muçulmana no Algarve. A fortificação de Salir desempenhou, nesse contexto, papel estratégico.
Posteriormente, o castelo foi incendiado e reconstruído por duas vezes, restando-nos atualmente apenas as ruínas de seus antigos muros.
A pesquisa arqueológica em nossos dias
A partir de 1987, visando estudar as construções defensivas de taipa do período almoáda, Helena Catarino passou a dirigir o projeto Fortificações de taipa do Algarve: o Castelo de Salir (Loulé) e o Castelo de Paderne (Albufeira), iniciando diversas campanhas de escavações no Castelo de Salir e uma única intervenção no Castelo de Paderne.
Após os trabalhos realizados em Salir, o projeto ingressou em nova fase a partir de 1998, visando terminar a intervenção arqueológica num quintal adquirido pela autarquia de Loulé e proceder à musealização das ruínas e à construção de um espaço museológico no local.
Características
Em posição dominante no alto de uma colina, o castelo teve as suas muralhas construídas em taipa, técnica comum na região à época almoáda. Tem a particularidade de não possuir alcáçova.
A lenda da moura de Salir
Uma lenda local afirma que a povoação deve o seu nome à filha do alcaide mouro de Castalar, Aben-Fabilla. Ameaçado pelas tropas de D. Afonso III, fugiu do castelo, tendo antes enterrado o seu tesouro, planejando retornar mais tarde para resgatá-lo. Quando os cristão abordaram o castelo, encontraram-no abandonado, ocupado apenas pela jovem filha do alcaide, que rezava com fervor. Interpelada, explicou aos seus captores que havia preferido ficar no castelo a “salir”. Do alto de um monte vizinho, Aben-Fabilla avistou a filha cativa dos cristãos e, com a mão direita, traçou no ar o signo de Salomão, enquanto proferia uma fórmula mágica. Nesse momento, o cavaleiro D. Gonçalo Peres, que falava com a moura, viu-a transformar-se numa estátua de pedra. A notícia da moura encantada espalhou-se e, um dia, a estátua desapareceu. Em memória desse estranho sucesso ficou aquela terra conhecida por Salir, em homenagem à coragem da jovem moura. Ainda hoje se acredita que, em certas noites, a moura encantada aparece no Castelo de Salir.
Ligações externas
- Inventário do Património Arquitectónico (DGEMN)
- Instituto Português de Arqueologia
- Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR)
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