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Ordem de Cister
8 de Novembro de 2006 - 22:41 @ http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_de_Cister
Fonte do Mosteiro de Alcobaça

A Ordem de Cister (Ordo cisterciensis, O. Cist.) é uma ordem monástica católica, fundada em 1098 por Robert de Molesme, seguindo a regra beneditina; os seus monges são conhecidos como monges brancos devido à cor do seu hábito.

Índice

  • 1 Papas Cistercienses
  • 2 Os Cistercienses em Portugal
  • 3 Os Cistercienses no Brasil
  • 4 Arquitectura cisterciense
  • 5 Mosteiros
  • 6 Ver também
  • 7 Referências

Papas Cistercienses

Papa Inicio Termino Periodo de Pontificado
Papa Pascoal II 13 de Agosto de 1099 21 de Janeiro de 1118 18anos 05meses 08dias
Beato Eugênio III 15 de Fevereiro de 1145 8 de Julho de 1153 08anos 04meses 24dias
Papa Bento XII 22 de Dezembro de 1334 25 de Abril de 1342 07anos 04meses 03dias

Os Cistercienses em Portugal

A Ordem estabeleceu-se em Portugal pela primeira vez em Tarouca em 1144, antigo mosteiro beneditino. Todos os mosteiros cistercienses do século XII mudaram de observância, só Alcobaça foi fundado de novo. Durante o século XII as fundações mais importantes e numerosas são as das monjas: Lorvão, Celas e Arouca, protegidas pelas infantas-rainhas Teresa, Sancha e Mafalda, e Odivelas todas dependentes de Alcobaça. Durante este período não houve em Portugal ordem mais poderosa, devido sobretudo à riqueza de Alcobaça que foi também o centro artístico e intelectual da Ordem.

As tentativas de reforma renovaram-se no princípio do século XVI, durante o qual viveu Fr. João Claro e se fundaram os mosteiros femininos de Tavira e Portalegre e o Colégio do Espírito Santo em Coimbra e se chamaram beneditinos de Monserrate para reformar Alcobaça. A reforma não conseguiu promover a separação de Alcobaça, favorecida pelo cardeal D. Afonso e o cardeal D. Henrique. Os cistercienses mostraram então grande vitalidade fundando vários mosteiros, para monges: o Colégio da Conceição, e o Mosteiro do Desterro em Lisboa e para monjas, Mocambo em Lisboa e Tabosa deram grande realce aos estudos históricos, onde se notabilizaram todos os autores da Monarchia Lusitana. No século XVIII entram em decadência e são extintos em 1834, seguindo-se a posterior extinção dos mosteiros femininos.

O pensamento de Joaquim de Fiore, um cisterciense calabrês e filósofo milenarista, teve profundo impacto em Portugal, estando na origem do culto ao Divino Espírito Santo, ainda hoje bem presente nos Açores e nas zonas de expansão açoriana nas Américas, e influindo no pensamento do padre António Vieira (o Quinto Império) e dando uma base filosófica ao sebastianismo.

A existência de um curso de água ou um lago é condição essencial para a fixação desta ordem. Por isso não é de estranhar que muitos dos conventos cistercienses tenha nomes associados à água, tais como Fontaine-Guérard, Fontenay, Fontenelle em França ou Fountain em Inglaterra.

Os Cistercienses no Brasil

Abadia Cisterciense em Itatinga

Desde 1938, a Abadia de Hardehausen estava transferindo seus monges e seu Abade, para o Brasil. 3 de Abril de 1952, a Santa Sé suprimiu a Abadia de Hardehausen, na diocese de Paderdon, Alemanha, que existia desde 28 de maio de 1140, e transferiu para o Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção de Itatinga, na diocese de Botucatu, Brasil. A Abadia de Itatinga recebeu: "todos os direitos e privilégios que até então canonicamente, possuía a Abadia de Hardehausen e de que, em geral, gozam as Abadias Cistercienses". Em 16 de agosto de 1951, o Bispo de Botucatu D. Henrique Galland Trindade e o então Governador do Estado de São Paulo, Lucas Nogueira Garcez, lançaram a pedra fundamental da Abadia em Itatinga (interior do Estado de São Paulo). Além da Abadia, e da Paróquia de Itatinga, os monges cuidavam da Abadia, da Paróquia de Itatinga e ainda por uns tempos da Paróquia de Mairinque. O Abade de Itatinga ficou sendo D. Alfonso Kiliani Heun até 1957 (era Abade desde 1933) quando foi transferido para a Alemanha por Ordem do Abade Geral D. Sigardo Kleiner. Foi eleito, em seu lugar, D. Roberto Fluck, antigo prior de Itaporanga, que recebeu a bênção abacial em 30 de maio de 1957, e no mês de julho foi eleito Abade Presidente da Congregação Cisterciense Brasileira.

Arquitectura cisterciense

Planta tipo cisterciense
1- Igreja
2- Porta do cemitério
3- Coro dos conversos
4- Sacristia
5- Claustro
6- Fonte
7- Sala Capitular
8- Dormitório dos monges
9- Dormitório dos noviços
10- Latrinas
11- Caldarium
12- Refeitório
13- Cozinha
14- Refeitório dos conversos

As Abadias cistercienses ficam isoladas das cidades, caracterizadas pela racionalidade na articulação dos espaços e despojamento de elementos decorativos. Usam-se soluções locais com materiais disponíveis e tradições culturais existentes. O seu revestimento é branco.

A planta padrão respondia às exigências de funcionalidade e economia de espaço e de movimento abolindo o supérfluo. A planta articula a vida e as obrigações distintas de monges, noviços e conversos.

A igreja situa-se no ponto mais alto e estava do lado norte com o claustro imediatamente a sul. A igreja adapta-se à rectangularidade global da composição com cabeceira recta (na Batalha já é redonda) com capelas no transepto. No braço sul uma escada comunica com o dormitório. A igreja divide-se a meio entre monges e conversos. Não tinha uma fachada monumental nem torres a acentuar a massa exterior. A planta baseia-se na relação 1:2. Há uma simplificação da tipologia e exibição da própria arquitectura, a decoração centra-se nos capitéis. As naves laterais surgem quase à mesma altura da central.

O refeitório, mais a sul, sempre com a fonte em frente articula-se com o claustro. A cozinha,a oeste, divide o refeitório dos monges e o dos conversos . Cozinha e refeitório voltam-se para o curso de água.

No lado Este alinham-se a sala do capítulo e a sala comunitária. O dormitório ocupava longitudinalmente todo o piso superior. O complexo do edifício era rectangular marcado por contrafortes. Não havia casas de banho nem uma residência independente para o Abade. Os dormitórios não possuem celas individuais.

Há dois tipos de claustro: o claustro do silêncio e claustros de carácter agrícola. O mosteiro cresce claustro, a claustro.

Mosteiros

  • Mosteiro de Alcobaça
  • Mosteiro do Desterro
  • Mosteiro de São João de Tarouca

Ver também

  • Abadia
  • Ordens religiosas
  • Românico cisterciense

Referências

COELHO DIAS, Geraldo J. A. et alii (1999), "Cister no Vale do Douro", GEHVID, Ediçoes Afrontamento. ISBN: 972-36-0498-1


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Este artigo foi baseado originalmente num outro da Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_de_Cister .
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